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Sem hora para acabar as histórias


Contar histórias não é algo simples. Muita gente confunde contar uma história com passar uma informação. Um mesmo fato pode ser contado de diversas formas diferentes. Podemos relatar um assunto de forma direta, sem muitos detalhes, mas também podemos enriquecer a história com curiosidades que passariam despercebidas aos menos atentos, mas que fazem toda a diferença.

Storytelling is not something simple. A lot of people confuse  storytelling and reporting. The same thing can be told in diferent ways. We can report an issue directly, without a lot of details, but we also can enrich the story with curiosities that would go unnoticed to the least attentive but that make all the difference.

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No Nordeste do país, um dos cenários cearenses chama a atenção por seu roteiro quase que de cinema. Algo até próximo do mito da Atlântida. Há alguns anos, por volta da década de 1970 e 1980, uma vila chamada Tatajuba foi soterrada pelas dunas da região. Dona Delmira Silvestre era uma das moradoras da vila, que fica a poucos quilômetros da Praia do Preá. Junto com outras cerca de 150 famílias, perdeu sua casa em Tatajuba quando a cidade foi tomada pela areia. Depois disso, ela se mudou para a Nova Tatajuba, que fica a 1 km da antiga. Algumas pessoas que também perderam as casas decidiram ir para o município de Camosim.

In the Northeast, one of the villages in Ceará draws attention, it looks like a movie. Something like Atlantic myth. A few years ago, in the 1970s and 1980s, a village called Tatajuba was burried by the dunes. Delmira Silvestre was one of the village. She and other 150 families had to leave Tatajuba when it was taken by the dust. After that, she moved to the New Tatajuba, that is 1 km from the old one. Some people that lost their home went to the city of Camosim.

Mas por que a dona Delmira é tão importante assim? Porque essa senhorinha  não se contenta em dizer que as dunas cobriram a cidade. Ela conta a história de onde morava, da igreja, das casas ao lado, etc. O cenário, meio faroeste americano e meio apocalíptico, é realmente deserto. Os tijolos que ainda permanecem à vista não sustentam mais os lares de Tatajuba. A areia, que ficava aos pés dos moradores, decidiu inverter os papeis e tomar os tetos. Cobriu a igreja e derrubou o telhado em certa ocasião. O tão importante vento, que antes provinha a brisa, derrubou as paredes.

But why is Mrs. Delmira so important? Because she doesn’t just say that the dunes coverred the village. She tells the story of where she lived, the church, the neighbourhood, etc. The scene, kind of american western, kind of apocalyptical, is really desert. The bricks that can still be saw don’t sustain the houses anymore. The dust, that was by the feet of the people, decided to change roles and covered the ceiling. It took down the church roof one day. The wind of the breeze shot down the walls.

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Dona Delmira tem o poder de transformar suas palavras em alimento riquíssimo para nossa imaginação. A senhorinha constrói mentalmente a antiga Tatajuba com perfeição e lembra dos mínimos detalhes da vila. Ela é um dos símbolos vivos da vila e mantém a história viva. Com sua voz, é ela quem dá continuidade ao vilarejo. Sem pessoas como a dona Delmira, nosso presente definitivamente não seria o mesmo. Muito se perderia com o tempo e entraria no esquecimento. Nosso passado não teria o mesmo impacto que tem. Ainda bem que temos a senhora pra contar os causos, sem hora pra acabar.

Mrs. Delmira has the power to transform these words in a rich material to our imagination. The old lady builds the old Tatajuba perfectly in her mind and remembers the details of the village. She’s one of the alive symbols and keeps the story going. With her voice, she continues the village. Without people like Mrs. Delmira, our present wouldn’t be the same. A lot would be lost and forgotten. Our past wouldn’t have the same importance it has. Thankfully we have Mrs. Delmira to tell the stories endlessly.

Recebemos o prêmio do Booking.com!


Alguns dias, levantamos da cama cheios de energia (e, modéstia à parte, nos bangalôs do Rancho do Peixe fica mais fácil acordar em paz). Colocamos os pés no chão, nos espreguiçamos e nos sentimos revigorados. É mais ou menos assim que esse último mês tem sido para a gente.  Recebemos a notícia de que ganhamos o Guest Review Award, um prêmio de excelência pelo reconhecimento de nossos clientes <3

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Neide, o tempero de alegria na nossa cozinha!


 

“Meu nome é Lucineide, mas aqui todo mundo me conhece como Neide”. Ao puxar um banquinho de lado para conversar com a Neide, é assim, com uma fala mansa e tranquila, que ela vai se apresentar. E quando ela diz “todo mundo”, não é modo de dizer! Não há uma pessoa aqui no hotel que não conheça e adore nossa simpática cozinheira, dona das mãos responsáveis por fazer as comidas, lanchinhos e sobremesas que fazem tanto sucesso com nossos hóspedes.

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Dia dos Namorados perfeito é no Rancho do Peixe!


Que casal de namorados nunca sonhou com passar alguns dias em uma praia deserta? Gostaríamos de te apresentar esse lugar dos sonhos: a Praia do Preá. Estamos convidando os pombinhos a aproveitarem nosso pacote de Dia dos Namorados!

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O pacote 4/3 voltou! Aproveite!


Quando fazemos uma viagem que queremos muito, é normal que o tempo passe rápido e que bata aquela pequena tristeza quando chega a hora de voltar para casa. Pensando em todos os nossos hóspedes que sofrem na hora de nos deixar, resolvemos oferecer uma pequena ajuda: um dia a mais aqui no Rancho!

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